BUSCAS ENTRAM NA TERCEIRA SEMANA E MANTÊM ESPERANÇA VIVA EM BACABAL
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, segue mobilizando autoridades e moradores da zona rural de Bacabal. Neste domingo (18), as operações chegaram ao 15º dia consecutivo, sem que haja confirmação do paradeiro das crianças, vistas pela última vez em 4 de janeiro. Desde então, áreas extensas de mata, rios e lagos vêm sendo vasculhadas de forma contínua, em um esforço considerado um dos mais complexos já registrados na região.
A permanência das buscas após duas semanas reforça o compromisso das autoridades em não encerrar as operações sem esgotar todas as possibilidades técnicas e humanas disponíveis.
MARINHA DO BRASIL ASSUME PAPEL ESTRATÉGICO NA OPERAÇÃO
Um reforço decisivo ocorreu no sábado (17), com a chegada de militares da Marinha do Brasil. Ao todo, 11 especialistas da Capitania dos Portos passaram a integrar a força-tarefa, incluindo mergulhadores treinados para atuar em ambientes de baixa visibilidade e correnteza.
A presença da Marinha amplia significativamente a capacidade operacional nas áreas alagadas, consideradas pontos críticos desde os primeiros dias de busca. O foco principal está nos cursos d’água próximos ao local onde as crianças brincavam, incluindo trechos do Rio Mearim, um dos maiores e mais desafiadores da região.
TECNOLOGIA DE PONTA NO FUNDO DOS RIOS E LAGOS
Com o reforço militar, as buscas passaram a contar com o side scan sonar, equipamento de alta precisão capaz de gerar imagens detalhadas do fundo de rios e lagos, mesmo em águas turvas. A tecnologia permite identificar anomalias submersas, como objetos, estruturas ou volumes que destoem do relevo natural.
Essas imagens orientam diretamente os mergulhadores, reduzindo riscos e tornando a operação mais eficiente. Especialistas destacam que o uso desse tipo de tecnologia é fundamental em cenários onde a visibilidade é mínima e o terreno subaquático apresenta obstáculos naturais, como galhos, troncos e sedimentos.
FORÇA-TAREFA MULTIAGÊNCIA E O PAPEL DA COMUNIDADE
Além da Marinha, seguem atuando de forma integrada Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Exército, além de voluntários e moradores locais. Cães farejadores, drones e equipes terrestres continuam sendo empregados em varreduras segmentadas, ampliando o raio de cobertura.
O caso ganhou contornos ainda mais sensíveis após o resgate do primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, encontrado com vida no dia 7 de janeiro. Ele relatou que os três se afastaram enquanto brincavam e mencionou um abrigo improvisado como ponto por onde teriam passado, informação que direcionou parte das buscas.
Paralelamente às operações físicas, a Polícia Civil do Maranhão mantém investigação ativa, ouvindo familiares, vizinhos e possíveis testemunhas. Até o momento, não há indícios confirmados de crime, mas nenhuma hipótese foi descartada.
UMA CIDADE EM VIGÍLIA E UM ESFORÇO QUE NÃO RECUA
Após mais de duas semanas, Bacabal permanece em estado de vigília coletiva. A mobilização comunitária, aliada ao reforço institucional e tecnológico, evidencia a dimensão humana do caso. Autoridades reiteram que as buscas continuarão enquanto houver possibilidade real de localização, e pedem que qualquer informação relevante seja comunicada imediatamente.
Em meio ao desgaste físico e emocional, o esforço conjunto mantém viva a esperança de respostas — e reforça a importância da cooperação entre Estado, ciência e comunidade diante de uma tragédia que ainda busca desfecho.

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